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terça-feira, 8 de agosto de 2017

ANTE O DIVÓRCIO



Tema : Lar e Divórcio
 Pelo Espírito Emmanuel.
Livro Encontro Marcado.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Toda perturbação no lar, frustando-lhe a viagem no tempo, tem causa específica. Qual acontece ao comboio, quando estaca indebitamente ou descarrila, é imperioso angariar a proteção devida para que o carro doméstico prossiga adiante.
 No transporte caseiro, aparentemente ancorado na estação do cotidiano (e dizemos aparentemente, porque a máquina familiar está em movimento e transformação incessantes), quase todos os acidentes se verificam pela evidência de falhas diminutas que, em se repetindo indefinidamente, estabelecem, por fim, o desastre espetacular.

Essas falhas, no entanto, nascem do comportamento dos mais interessados na sustentação do veículo ou, propriamente, do marido e da mulher, chamados pela ação da vida a regenerar o passado ou a construir o futuro pelas possibilidades da reencarnação no presente, falhas essas que se manifestam de pequeno desequilíbrio, até que se desencadeie o desequilíbrio maior.
Nesse sentido, vemos cônjuges que transfiguram conforto em pletora de luxo e dinheiro, desfazendo o matrimônio em facilidades loucas, como se afoga uma planta por excesso de adubo, e observamos aqueles outros que o sufocam por abuso de sovinice; notamos os que arrasam a união conjugal em festas sociais permanentes e assinalamos os que a destroem por demasia de solidão; encontramos os campeões da teimosia que acabam com a paz em família, manejando atitudes do contra sistemático, diante de tudo e de todos, e identificamos os que a exterminam pelo silêncio culposo, à frente do mal; surpreendemos os fanáticos da limpeza, principalmente muitas de nossas irmãs, as mulheres, quando se fazem mártires de vassoura e enceradeira, dispostas a arruinar o acordo geral em razão de leve cisco nos móveis, e somos defrontados pelos que primam no vício de enlamear a casa, desprezando a higiene.
Equilíbrio e respeito mútuo são as bases do trabalho de quantos se propõem garantir a felicidade conjugal, de vez que, repitamos, o lar é semelhante ao comboio em que filhos, parentes, tutores e afeiçoados são passageiros.
Alguém perguntará como situaremos o divórcio nestas comparações. Divorciar, a nosso ver, é deixar a locomotiva e seus anexos. Quem responde pela iniciativa da separação decerto que larga todo esse instrumental de serviço à própria sorte e cada consciência é responsável por si. Não ignoramos que o trem caseiro corre nos trilhos da existência terrestre, com autorização e administração das Leis Orgânicas da Providência Divina e, sendo assim, o divórcio, expressando desistência ou abandono de compromisso, é decisão lastimável, conquanto às vezes necessária, com raízes na responsabilidade do esposo ou da esposa que, a rigor, no caso, exercem as funções de chefe e maquinista.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

FILHOS DIFERENTES



Pelo Espírito Emmanuel.
Livro Encontro Marcado.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Tema –Filhos em desarmonia com o lar.


Provavelmente, conhecê-lo-ás no mais íntimo da alma: os filhos diferentes.
Conseguiste instruir os outros. Encaminhá-los para o bem com facilidade. Mas encontraste aquele que não se afina com os teus ideais. É um filho que não se erige à altura do padrão doméstico a que te elevaste, ou uma filha que te desmente a esperança.
É possível hajas verificado a desvantagem quando já existe enorme distância do ente querido à harmonia familiar. Percebeste-lhe as falhas com a surpresa do cultivador, quando identifica uma planta de bela aparência que a praga carcome, ou com o desencanto de quem vê repentinamente comprometida a empresa levantada à custa de sonhos e canseiras de muitos anos.
Quanto te observes perante um filho diferente, não te permitas inclinar o coração ao desespero ou à amargura. Ora e pede luz para o entendimento.
O Senhor te fará reconhecer-te à frente do companheiro ou da companheira de outras existências terrestres, que o tempo ocultou e que a Lei te oferece de novo à presença para que a tua obra de amor seja devidamente complementada.
Jamais ergas a voz para acusar o filho-problema, conquanto nem sempre lhe possas elogiar a conduta. Longe ou perto dele, segundo as circunstâncias do plano físico, ampara-o com tua prece, estendendo-lhe apoio e inspiração pelas vias da alma.
Embora no dever de corrigi-lo, ainda mesmo quando te não compreenda ou te evite o passo, abençoa-o tantas vezes quanto te fizerem precisas, ensinando-lhe outra vez o caminho da retidão e da obediência, selecionando para isso as melhores palavras que as lutas da vida te hajam gravado no sentimento.
Ninguém te pode penetrar a angústia e o enternecimento de pai e mãe, junto dos filhos que se fizeram enigmas; à vista disso, é natural que muitas vezes o teu procedimento diante deles assuma aspecto de exceção. Auxilia-os sempre e, mesmo nos dias em que a saraivada de críticas humanas te assedie a cabeça, conchega-os mais brandamente ao regaço do teu espírito; sem que o verbo humano consiga expressar as sensações de teu amor ou de tua dor, ante um filho diferente, sabes, no imo da alma, que ele significa o mais alto encontro marcado entre a tua esperança e a bondade de Deus.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

INFÂNCIA




Muitos  psicólogos  modernos  acreditam  que  as  crianças  devem  ser  entregues  à  inclinação espontânea, cabendo aos adultos o dever de auscultar-lhes a vocação, a fim de auxiliá-las a exprimir os próprios desejos.
Esquecem-se, no entanto, de que o trabalho e a reflexão vibram na base de todas as ações  alusivas ao aprimoramento da natureza.
Se o cultivador aguarda valioso rendimento da planta, há que propiciar-lhe adubo e carinho.
Se o estatuário concebe a formação da obra-prima, não prescinde do amor no trato da pedra.
Se o oleiro aspira a plasmar uma ideia no corpo da argila, necessita condicioná-la em forma conveniente.
Se o construtor espera segurança e beleza no edifício que lhe atende à supervisão, não pode afastar-se da disciplina, ante o plano traçado. 

Toda obra revela a fisionomia espiritual de quem a executa.
Além  disso,  treinam-se  potros  para  corridas,  instruem-se  muares  para tração,  exercitam-se pombos para correio e amestram-se cães para tarefas salvacionistas.
Como relegar a criança à vala da indiferença?
Do  berço  humano  surgem  muitos  santos  e  heróis,  para  tarefas  sublimes,  no  entanto,  em maior  proporção,    respiram,  na  moldura  de  temporária  inocência,  almas  comuns  que suspiram por libertar-se da ignorância e da delinquência.
Instinto à solta na infância é passaporte para o desequilíbrio.
Menino em desgoverno; - celerado em preparação.
Hoje, criança livre; - amanhã, problema laborioso.
Pequeninos refletem grandes.
Filhos imitam os pais.
Os hábitos da madureza criam a moda espiritual para a juventude.
Esclareçamos nossos filhos no livro do exemplo nobre.
Nem  frio  que  os  mantenha  na  servidão,  nem  licença  que  os  arremesse  ao  charco  da libertinagem.
Em verdade, a criança é o futuro.
Mais ninguém colherá futuro melhor, sem frutos da educação.


Pelo Espírito Emmanuel.
Livro Família.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
 


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

TEU FILHO



Observa a flor tenra que desabrocha no jardim de teu lar...
Espírito extasiado, exclamas ante o hóspede frágil que te pede refúgio ao coração: Meu filho! Meu filho!
 E sentes o suave mistério do amor que te renova as forças para o trabalho, enriquecendo  a alma, com estímulos santos.
 Dessa  criaturinha  leve  e  doce  que  ainda  não  fala,  recolhes  poemas  inarticulados  de  esperança e ternura...
 Desse anjo nascituro que ainda não caminha, recebes sugestões silenciosas de coragem  para marchar com destemor, dentro da luta em que te refazes para a Vida Maior...

 Bênçãos inatingíveis do Céu te coroam a fronte, e aprendes a suportar, com heroísmo, o  cálice de fel que o mundo te apresenta e a cultivar a humildade que te faz mais humano e  melhor à frente dos semelhantes...
 Contudo, não te esqueças, é ao som dessa música renovadora, que teu filho será manhã teu  retrato  e  que  nele  estamparás  teus  próprios  ideais  e  teus  próprios  impulsos, plasmando-lhe o novo modo de ser.
 Sem dúvida, não é um estrangeiro em tua casa, nem um desconhecido ao teu afeto...
 É alguém que chega de longe, como acontece a ti mesmo.
 Alguém que te comungou as experiências do passado e que se liga ao teu caminho pelos laços luminosos do amor ou pelas duras algemas da aversão.
 Recebe-o,  assim,  com  doçura  e  reconhecimento,  mas  não  olvides  o  dever  de  armá-lo com elevação espiritual necessária ao combate que, amanhã, lhe cabe ferir...
 Ajuda-o, equilibra-o com o trabalho digno e com o estudo edificante.
 Ama-o  e  educa-o,  oferecendo-lhe  o  melhor  de  tua  alma,  porque,  cumpridas  as  tuas obrigações  no  lar,  ainda  mesmo  que  teu  filho  não  te  possa  compreender  a  nobreza  do sacrifício e a excelsitude da abnegação, receberás do Eterno Senhor, Nosso Pai Celestial, a  bênção  da  alegria  e  da  paz,  de  vez  que,  diante  d’Ele,  todos  somos  filhos e  tutelados também.
Pelo Espírito Emmanuel.
Livro Família.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

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